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Tabaco e cancro

Após muitos anos de pesquisa, hoje em dia sabe-se que o tabagismo é a principal causa de morte evitável nos países desenvolvidos, mas também o principal fator causador de cancro que poderia ser facilmente afastado. Estima-se que em cada 4 mortes por cancro, 1 se deva ao tabaco e que este é responsável por 1 em cada 5 casos diagnosticados. Para além disso, o fumo a que os familiares e as restantes pessoas que convivem com o fumador estão expostos pode também transformar esses não fumadores em candidatos ao desenvolvimento de carcinomas.

Felizmente, o ato de deixar de fumar ou de deixar de se expôr ao fumo pode diminuir significativamente o risco de contrair muitas destas doenças, e evitar grande parte das mortes que a elas possam estar associadas.

Composição do tabaco

O tabaco é constituído por uma grande quantidade de substâncias, das quais apenas algumas são conhecidas. Estima-se que só no fumo do tabaco estejam presentes 7000 moléculas diferentes, das quais aproximadamente 250 são reconhecidas como sendo nocivas para a saúde. Entre elas podem encontrar-se o ácido cianídrico, o monóxido de carbono ou o amoníaco. Para além das substâncias tóxicas, conhecem-se também cerca de 69 compostos que têm a capacidade de conduzir ao desenvolvimento de cancro. São exemplos disso o benzeno, polónio-210, benzo(a)pireno e as nitrosaminas. Para além disso, poderão dar-se interações sinérgicas entre outros compostos presentes no tabaco e estas substâncias cancerígenas que tornam estas últimas ainda mais potentes. Sabe-se que por exemplo o crómio, também presente no tabaco mas não carcinogénico, permite que o benzo(a)pireno se ligue ao DNA mais facilmente.

De que forma o tabaco pode causar cancro?

A principal ação cancerígena do tabaco prende-se com o dano da molécula de DNA em genes muito diversos, incluindo naqueles que são responsáveis por proteger a célula contra o próprio desenvolvimento do cancro. Alguns compostos do tabaco podem causar mutações em genes essenciais para a função das células ou no gene que codifica para a proteína p53, uma das mais importantes no combate à proliferação de células cancerígenas, e que quando mutada perde a sua função. Adicionalmente, algumas substâncias como o arsénio e o níquel interferem com os mecanismos de reparação celular do DNA mutado, tornando irreversível o dano causado.

Efeitos na imunidade

Para além de conter um grande número de substâncias carcinogénicas, que por si só são capazes de levar ao desenvolvimento de cancro sabe-se também que o tabaco tem também a capacidade de enfraquecer o sistema imunitário, impedindo o organismo de eliminar essas células anormais e travar o crescimento de tumores.

Efeitos na capacidade de desintoxicação do organismo

O nosso organismo é diariamente exposto a uma inúmera variedade de compostos tóxicos dos quais se tem que defender. Para isso, existem órgãos como o fígado, os pulmões e o rim, entre outros, que contêm enzimas e sistemas de eliminação que permitem ao corpo livrar-se de muitas dessas substâncias nocivas.

Neste caso, também o tabaco pode diminuir a capacidade do fumador se defender dos vários compostos a que está exposto, inclusive aqueles que advêm do próprio tabaco. São conhecidos os exemplos do cádmio, presente no tabaco, que pode inativar algumas dessas enzimas desintoxicantes e da acroleína, que destrói os cílios das vias respiratórias impedindo a sua função de expulsão das substâncias nocivas que são inaladas, entre outros.

Tipos de cancro causados pelo tabaco

A doença neoplásica mais frequentemente associada ao tabaco é o cancro do pulmão, para o qual o cigarro contribui diretamente em 80% dos casos diagnosticados. No entanto, sabe-se hoje que o tabaco pode contribuir para o desenvolvimento de muitas outras doenças neoplásicas. As neoplasias associadas ao tabaco podem afetar os seguintes órgãos:

  • Sangue (leucemia mielóide aguda)
  • Bexiga
  • Cervix
  • Cólon e reto
  • Esófago
  • Rim e ureters
  • Laringe
  • Fígado
  • Boca, garganta e nariz
  • Pâncreas
  • Ovários
  • Estômago
  • Traqueia

Sabe-se também que os cancros do esófago, boca, garganta, e pâncreas estão igualmente associados ao fumo passivo.

Riscos de fumar aquando do tratamento anti-cancerígeno

Para além de contribuir para o desenvolvimento da doença, o tabaco pode também diminuir a eficácia do tratamento. No caso da radioterapia, o uso do tabaco pode mesmo contribuir para uma maior probabilidade de ocorrência de efeitos secundários.

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