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Hioscina, o ingrediente activo do Scopoderm

A Hioscina, também designada por Escopolamina, é o ingrediente ativo do medicamento Scopoderm. A formulação está disponível para venda sob a forma de adesivo, o que o torna um fármaco antiemético de uso simples. É maioritariamente utilizado para tratar enjoo, bem como náuseas e vómitos associados, causado por movimento. É indicado para pessoas que desejem realizar uma grande viagem e não queiram experienciar o incómodo do mal-estar provocado pela oscilação dos meios de transporte.

O Scopordem também é prescrito a pacientes com hipersalivação ou sialorreia acentuadas, minimizando assim o impacto psicossocial e estético do quadro apresentado.

O que é a Hioscina?

A Hioscina é a substância ativa do Scopoderm, um produto farmacêutico que consiste em adesivos transdérmicos que são aplicados diretamente na pele de modo a prevenir e controlar o efeito da cinetose, também conhecida como enjoo do movimento.

Pertence ao grupo de fármacos designados por antieméticos. O seu modo de aplicação transdérmico permite que a absorção ocorra diretamente através da circulação, sendo o pavilhão auricular a região mais comum de aplicação. As razões da utilização deste local de administração são simples: trata-se de uma região com alta vascularização, permitindo um efeito relativamente rápido e duradouro.

A Hioscina pertence ao grupo dos inibidores competitivos de receptores muscarínicos de acetilcolina e tem demonstrado ser um dos agentes mais eficazes na prevenção da doença de movimento.

As formulação oral apresentou uma incidência importante de efeitos colaterais e uma curta duração na sua ação. Para ultrapassar estas ocorrências, a Hioscina passou a ser apresentada sob a forma de adesivo transdérmico Scopoderm, que apresenta largas vantagens em relação ao correspondente medicamento oral.

Para que é utilizada a Hioscina?

A Hioscina é utilizada para prevenir e controlar a náusea e vómito associados a atividades que envolvam movimento, como viagens e algumas diversões. O Scopoderm pode também ser utilizado na recuperção de cirugias e respetivas anestesias.

Em alguns casos, a Hioscina também pode prescrição a pacientes com diversas incapacidades motoras ou neurológicas, que apresentem hipersalivação ou sialorreia, como paralisia facial, cerebral, esclerose amiotrófica lateral, entre outros. Estas condições podem traduzir-se num risco acentuado de inalar saliva para os pulmões, causando engasgamento em maior ou menor escala. Para além dos riscos físicos da hipersalivação, deve ser referido também o impacto estético e, por conseguinte, emocinal que deve ser levado em consideração pelo médico.

Apesar da eficácia do Scopoderm ser comprovada, o médico deve sempre analisar o historial clínico do indivíduo e fazer uma avaliação profunda do custo/benefício da prescrição.

Como funciona e qual é o mecanismo de ação da Hioscina?

A Hioscina é uma substância anticolinérgica, isto é, inibe a ação da acetilcolina. Pode também ser designado como anti-muscarína, uma vez que antagoniza a ação da acetilcolina nos receptores muscarínicos.

O seu funcionamento deve-se ao efeito direto no bloqueio de impulsos nos centros nervosos no trato gastrointestinal e no centro da naúsea. Quando o individuo tem uma sensação de vómito promovida por movimento, o que está a acontecer é que o sentido da visão comunica ao cérebro que o meio envolvente é estacionário, enquanto o orgão de equilibrio do ouvido interno fornece a informação oposta. A confusão de mensagens recebidas no cérebro promove um mal-estar generalizado que afetam a manutenção da sobriedade.

Ao uitilizar os adesivos transdérmicos de Scopoderm, a chegada ao cérebro de mensagens de movimento díspares é bloqueada e os efeitos promovidos por esta confusão de informação desaparecem.

Fórmula Química da Escopolamina (Hioscina)

Os estudos farmacocinéticos demonstram que a Hioscina permaneça ativa no sistema circulatório, por um período de até 72 horas e o individuo pode usufruir da sua ação durante este tempo. Contudo, é fundamental ter em atenção, que a resposta farmacocinética de cada individuo é variável e isso reflete-se no tempo de ação do fármaco em cada pessoa.

O ideal é colocar o adesivo 4-5 horas antes de dar inicio à viagem ou atividade, para um efeito pleno da Hioscina.

Efeitos colaterais da Hioscina

Como qualquer outro medicamento, o Scopoderm apresenta alguns efeitos secundários. No entanto, nem todos os individuos vão percepcioná-los.

O efeito mais comum é boca seca. Contudo, apesar de ser o efeito mais reportado, o seu grau de severidade é diminuto e a duração da sensação é pequena. Efeitos colaterais como: irritação da pele na área onde o adesivo é aplicado, sonolência, tonturas e visão turva, também se verificam em alguns casos, porém com menor incidência. Outros efeitos colaterais menos comuns que, no entanto, merecem alguma atenção são: aumento da temperatura corporal, confusão e agitação.

Em raros casos foram reportadas alucinações e, nestas situações, o adesivo deve ser removido imediatamente e o paciente deve procurar um médico. Em casos em que os sintomas persistam por tempos mais alargados existe a possibilidade de terapêutica adequada.

Como qualquer outro fármaco existe uma probabilidade, ainda que ínfima, de o paciente ser alérgico à Hioscina. Em casos de dificuldade a respirar ou engolir ou aparecimento de irritação cutânea severa, parar imediatamente o tratamento com Scopoderm e contatar o médico imediatamente. Alterações da visão, com sensação de pressão ocular, são uma forte indicação de glaucoma e, também nestes casos, o médico deve ser contatado rapidamente.

Veja os possíveis efeitos colaterais listados abaixo:

  • Secura da boca
  • Dyshidrosis (tipo de condição da pele que envolve pequenas bolhas nas mãos e nos pés)
  • Erupção cutânea
  • Coceira
  • Aumento da frequência cardíaca
  • Produção de menos suor do que o normal

Interações medicamentosas

A regra diz que o paciente deve informar o médico que for prescrever a Hioscina, em caso de estar a consumir qualquer outro medicamento. Contudo, existem algumas interações medicamentosas relevantes, que merecem uma atenção especial em caso de possibilidade de uso concomitante. São exemplos conhecidos de interação com o Scopoderm os bloqueadores beta-adrenérgicos como o propranolol. Neste caso, o risco é de que os efeitos secundários do bloqueador experimentem um aumento, promovido pelos adesivos de Hioscina. Fenotiazinas, como a clorpromazina, também não devem ser utilizadas concomitantemente com o Scopoderm sob pena de verem o seu feito reduzido.

No caso de estar a utilizar fármacos que diminuam o estado de alerta mental; medicamentos para tosse, gripe e alergias; e vitaminas, deve ter também especial atenção.

Se estiver a usar adesivo e se submeter a uma cirurgia, o seu médico ou dentista devem estar informado desse facto.

Se for necessário submeter a algum exame clínico, não deixe de demover o medicamento, uma vez que a uma das camadas do sistema possui alumínio na sua composição e este pode interferir com o resultado dos testes.

Contra-indicações da Hioscina

O Scopoderm deve ser utilizado com especial cuidado em indivíduos que enfrentem ou tenham sido diagnosticados no passado com doenças de próstata ou obstrução intestinal.

Pacientes idosos ou com insuficiência hepática ou renal devem ser particularmente cuidadosos se fizerem uso do medicamento, devendo ficar atentos a qualquer sintoma não usual que considerem relevante.

Em casos onde o historial clínico fizer referência a situações onde ocorreu aumento da pressão ocular, os adesivos Scopoderm só devem ser usados, após ser feito um exame oftalmológico rigoroso. A hipótese de glaucoma deve sempre ser descartada antes de se iniciar a administração de Hioscina.

É importante saber que o uso concomitante de Hioscina e álcool é altamente desaconselhado.

Outra questão que deve ser analisada com cautela prende-se com situações de gravidez. Foram conduzidos estudos teratogênicos em coelhas e ratos fêmea grávidas, fazendo administração intravenosa diária de Hioscina, não se tendo observado qualquer efeito adverso. Apenas com altas doses de fármaco (100 vezes maior que a dosagem utilizada nas formulações para humanos) foram registados efeitos embriotóxicos.

Não obstante, a sua utilização durante a gravidez deve ser observada com cautela. O risco/benefício deve ser avaliado pelo médico e, só em casos, em que o benefício representar uma clara vantagem para mãe bebé, deve ser considerado o uso.

Sabe-se também que a Hioscina é secretada no leite humano de forma vestigial, contudo a seu uso em puérperas deve também ser considerado com restrições.

INFORMAÇÃO IMPORTANTE
Antes de tomar Hioscina informe o seu médico ou farmacêutico se você é alérgico a ela; ou a outros fármacos anti-espasmódicos; ou se você tiver quaisquer outras alergias.

Fontes:

  1. package Leaflet: Information for the user - Scopoderm® TTS Patches, Medicines & Healthcare products Regulatory Agency - URL: mhra-gov.uk
  2. Transdermal hyoscine (Scopolamine). A preliminary review of its pharmacodynamic properties and therapeutic efficacy, Clissold SP, Heel RC (1985) - URL: PubMed
  3. Scopolamine Transdermal Patch, AHFS (2013) - URL: MedLine Plus
  4. Scopolamine Transdermal, WebMD - URL: WebMD
  5. Scopoderm 1.5 mg Patch, EMC (2016) - URL: medicines.org.uk

Publicado em 26 de Outubro de 2016

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