Falar no Chat (+351) 308 804 997
(+55) 11 49 33 77 11
Equipa de suporte ao paciente: Seg. à Sex. das 08:30h às 17:30h
  • Serviço privado e confidencial Embalagem discreta e pagamento confidencial
  • Apenas medicamentos originais Medicamentos enviados da nossa farmácia registada no Reino Unido
  • Tudo incluído no preçoConsulta médica, prescrição e entrega em 24h
  • Entrega em 24 horas

Bloqueadores Beta

Quando o coração não está funcionando tão bem quanto deveria, o próprio organismo começa a buscar compensação, produzindo adrenalina e noradrenalina, os hormônios que fazem com que ele bata mais rápido, aumentando a pressão arterial.

tensão diastólica e sistólica

Essa condição, se for prolongada, poderá provocar problemas no sistema cardíaco e no coração, que irá fazer maior esforço para funcionar como antes.

Os bloqueadores beta servem para que o coração bata mais devagar, reduzindo a pressão arterial e protegendo o coração dos terríveis efeitos dos hormônios, evitando ataques cardíacos.

Os bloqueadores beta são uma classe de medicamentos que interferem com alguns mecanismos de regulação do organismo. São diversos tipos de medicamentos e substâncias características com algumas pequenas variações e o efeito comum a todos está no bloqueio dos beta-receptores, criando condições de manter o organismo mais saudável.

De onde vem o nome Bloqueadores Beta?

O nome bloqueadores beta ou betabloqueador é proveniente de medicamentos cujo efeito se dá sobre o receptor beta-adrenérgico. Normalmente, os receptores de estrutura na superfície das células de nosso organismo respondem à ligação de substâncias através de sinais nervosos. Esses sinais são levados para o interior das células, fazendo com que elas reajam de alguma forma.

Os receptores adrenérgicos, ou adrenorreceptores são aqueles ligados à proteína G, ativados pela adrenalina e pela noradrenalina. Muitas células de nosso organismo possuem esses receptores e a estimulação de sinais nervosos pode causar uma resposta simpática, ou seja, a liberação de adrenalina ou noradrenalina, fazendo aumentar a frequência cardíaca.

Os beta-receptores desempenham um importante papel no sistema nervoso simpático, criando um estado de alerta no corpo que, se não for controlado, principalmente em pessoas com problemas cardíacos, pode trazer sérios riscos.

Os receptores beta são divididos em beta 1 e beta 2, dependendo de suas propriedades:

Receptores beta 1

Os receptores beta 1 estão presentes principalmente no coração. Quando o coração reduz seus batimentos, para manter a frequência cardíaca, o organismo começa a liberar adrenalina e noradrenalina, que se ligam aos receptores beta 1, nas células do músculo cardíaco, fazendo com que o coração possa bater mais rápido e mais forte.

Os receptores beta 1 também são encontrados nos rins, entre outros órgãos, onde liberam a renina que, através de alguns percursos orgânicos, é outra responsável pelo aumento da pressão arterial.

Receptores beta 2

Os receptores beta 2 podem ser encontrados em diversos órgãos e partes do organismo, como nos brônquios e na traqueia, nos vasos sanguíneos musculares e no coração, além das artérias coronárias. Também os receptores beta-2 respondem à ligação de noradrenalina e adrenalina a qualquer sinal nervoso nas células.

Nos brônquios e na traqueia, os receptores beta 2 são responsáveis pelo aumento da respiração, quando o corpo precisa de mais oxigênio. A noradrenalina e a adrenalina fazem com que as vias aéreas se dilatem, ampliando seu espaço interno e permitindo maior passagem de oxigênio. Esse oxigênio vai chegar também ao coração e aos músculos, criando um ritmo maior nos batimentos cardíacos.

Como funcionam os bloqueadores beta?

Como seu nome já diz, os bloqueadores beta são bloqueadores dos receptores beta nas células, que fazem parte do sistema nervoso simpático. Sua estrutura molecular é semelhante à estrutura dos hormônios epinefrina e noradrenalina, competindo com elas e agindo através da inibição, impedindo que recebam os hormônios. O bloqueio provoca a redução e a velocidade das contrações cardíacas, com redução dos batimentos do coração, principalmente nos momentos de esforço ou de ansiedade.

Como funcionam os bloqueadores Beta

Os bloqueadores beta ligam-se aos receptores beta adrenérgicos e evitam os sinais da noradrenalina e adrenalina, impedindo que cheguem às células. Dependendo da localização do receptor beta, um bloqueador beta pode provocar efeitos diferentes.

No caso do receptor beta 1, o bloqueio acontece nas células do coração, reduzindo a frequência cardíaca e fazendo o coração bater mais lentamente. Nos rins, o bloqueio faz com que haja menos produção de renina, impedindo que ocorra o aumento da pressão arterial.

No bloqueador beta para os receptores beta 2, nas vias aéreas, essas são comprimidas para impedir a entrada de muito oxigênio nos pulmões e, consequentemente, menos oxigênio para o sangue.

Que bloqueadores beta existem?

Os bloqueadores beta possuem uma estrutura comum na maior parte dos medicamentos. Os remédios usados como bloqueadores beta utilizavam a substância original propranolol, que foram substituídos por metoprolol e bisoprolol.

As diversas estruturas dos ingredientes ativos dos bloqueadores beta fazem com que esses medicamentos sejam indicados para o tratamento da hipertensão, sendo úteis para pacientes com patologias associadas, como nos casos de doença coronária com hipertensão arterial, reduzindo a frequência de muitos medicamentos para esses pacientes.

A principal indicação dos bloqueadores beta é para tratamento de doenças coronárias, agindo como estabilizadores no caso de angina, ou atuando como protetores do músculo cardíaco, depois de um infarto agudo do miocárdio, além de serem usados também como antiarrítmicos em algumas situações.

Os bloqueadores beta também são indicados para casos de hipertiroidismo com taquicardia ou com arritmias em casos de ansiedade.

Os bloqueadores beta 1 seletivos desempenham importante papel no bloqueio dos receptores beta 1. Seus ingredientes ativos incluem o metoprolol, bisoprolol e nebivolol.

Os bloqueadores beta devem ser aplicados dependendo da situação do organismo do paciente e considerando ainda seu modo de excreção. Todos os medicamentos são excretados através dos rins ou do fígado e, no caso de pacientes que tenham problemas renais, deve ser indicado um beta bloqueador excretado pelo fígado, da mesma forma que, em caso de pacientes com problemas hepáticos, a indicação deve ser de bloqueadores excretados pelos rins.

Os bloqueadores beta excretados pelo fígado são o metoprolol e o carvedilol, enquanto que o sotalol é excretado principalmente pelos rins. Alguns deles, como pindolol e bisoprolol, são excretados simultaneamente pelos dois órgãos.

Existem mais de vinte bloqueadores beta disponíveis e, devido a essa diversidade, a indicação para o seu uso deve ser feita exclusivamente pelo médico. É importante lembrar que os bloqueadores beta provocam efeitos secundários, daí a necessidade de um médico avaliar a correta aplicação, dependendo da condição do paciente.

Veja na tabela abaixo os topos de betabloqueadores e doses mais utilizadas

Tipos de betabloqueadores e doses mais utilizadas
Betabloqueador Dose inicial Dose ideal
Propranolol 20 mg (Via oral) – 8/8 hrs 40-80 mg (Via oral) – 8/8 hrs
Metoprolol 25 mg (Via oral) – 12/12 hrs 50-100 mg (Via oral) – 12/12 hrs
Atenolol 25 mg (Via oral) – 24/24 hrs 50-100 mg (Via oral) – 24/24 hrs
Carvedilol 3.125 mg (Via oral) 12/12 hrs 25 mg Via oral) 12/12 hrs

Quais são as indicações para o uso de betabloqueadores?

Os bloqueadores beta são usados principalmente para casos de hipertensão. Nesse caso, a ligação aos receptores beta 1 desempenham papel crucial, reduzindo a frequência cardíaca e a redução dos batimentos do coração, tornando a pressão arterial mais baixa.

Os betabloqueadores para os rins é distribuído através do bloqueio dos receptores beta renina, fazendo com que os vasos sanguíneos se ampliem pelo organismo, também reduzindo a pressão arterial.

Hipertensão

Alguns bloqueadores beta são usados para doenças coronárias, gerando a expansão das artérias do coração, prevenindo ataques cardíacos e a sensação de aperto no peito, o típico sintoma da doença coronária.

Nos casos crônicos de disfunção ventricular esquerdo, os bloqueadores beta como metoprolol, bisoprolol e carvedilol são eficientes para reduzir o risco de morte súbita, reduzindo os batimentos cardíacos e a sobrecarga do coração.

Pacientes portadores de distúrbios do ritmo cardíaco, ao serem medicados com os bloqueadores beta, também são beneficiados, melhorando a fibrilação e estabilizando as batidas do coração.

Pacientes não cardíacos podem ser beneficiados com bloqueadores beta, já que os receptores não são localizados exclusivamente no coração, muito embora seu uso deva ser feito apenas através de prescrição médica.

Glaucoma crônico

Os bloqueadores beta são indicados ainda para o glaucoma crônico de ângulo aberto, uma doença provocada pela pressão intraocular elevada, ajudando a reduzir a produção de humor aquoso e reduzindo também a pressão intraocular. Esse tratamento, no entanto, ainda está sendo objetivo de estudos clínicos.

Enxaqueca

O metoprolol e o propranolol são bloqueadores beta indicados para o tratamento de enxaquecas, apresentando resultados positivos para pessoas que sofrem desse problema.

Tratamento após cirurgia cardíaca

Os bloqueadores beta ainda são os melhores medicamentos para redução de riscos de pessoas com problemas cardíacos após uma cirurgia do coração.

Os bloqueadores beta são indicados para diversos problemas orgânicos, sendo bem tolerados, quando usados segundo a prescrição médica. Ainda assim, são substâncias que vêm sendo estudadas, já que sua indicação deve ser feita de forma correta, devendo o médico decidir em cada caso se sua aplicação é conveniente.

Quais são os efeitos secundários dos bloqueadores beta?

Os bloqueadores beta podem provocar efeitos secundários, que devem ser devidamente acompanhados pelo profissional de saúde responsável. Esses efeitos secundários incluem broncoespasmo, ou seja, o estreitamento das vias aéreas, trazendo ao paciente a sensação de falta de ar.

Os bloqueadores beta indicados para os receptores beta 2 dos vasos sanguíneos podem provocar problemas de circulação nas extremidades das mãos e dos pés, deixando-os mais frios. A circulação dos órgãos internos, principalmente o fígado e os rins, podem ser reduzidas pela constrição dos vasos sanguíneos, também induzidos pelos bloqueadores beta.

No fígado, o bloqueio dos receptores beta 2, provocam intolerância à insulina, não permitindo que o organismo possa regular a glicose no sangue da maneira necessária, levando à hipoglicemia induzida por insulina, apresentando também os sintomas típicos, como suores frios e pulso mais rápido. Existe também o risco de aumento de diabetes tipo 2 através do tratamento dos bloqueadores beta.

O bloqueio dos receptores beta 1 pode provocar bradicardia, gerando um ritmo cardíaco mais lento. No cérebro, a atuação dos bloqueadores beta 1, que são responsáveis pela síntese da melatonina, responsável pelo sono, podendo trazer sono e fadiga ao paciente. Outros efeitos secundários no cérebro podem ser causados pelas variações dos receptores beta, incluindo principalmente depressão e disfunção sexual.

Para o tratamento de glaucoma, ao ser aplicado diretamente sobre o olho, os bloqueadores beta podem provocar secura e distúrbios sensoriais. Nesse caso, não devem ser excluídos efeitos colaterais em outros órgãos do corpo.

Quais são as contraindicações para tomar bloqueadores beta?

Os bloqueadores beta são contraindicados nas seguintes situações e condições dos pacientes:

  • Insuficiência cardíaca descompensada;
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica;
  • Asma brônquica;
  • Bradicardia sinusal;
  • Bloqueio auriculoventricular;
  • Acidose metabólica;
  • Depressão grave.

Os bloqueadores beta não são indicados para determinadas doenças cardíaco-congestiva, como bloqueio cardíaco.

Nos casos de asma, em determinados pacientes, o broncoespasmo pode trazer riscos ao paciente, já que suas vias aéreas são mais sensíveis ao bloqueio dos receptores beta.

Pacientes com asma alergica não podem tomar bloqueadores beta, embora outras doenças pulmonares obstrutivas não sejam uma contraindicação absoluta, dependendo da extensão dos bloqueadores beta necessárias para o tratamento. Para pacientes portadores de diabetes, o uso de bloqueadores beta pode ou não ser indicado, dependendo do volume de glicose no sangue. Quando o diabetes é devidamente controlado, não é um obstáculo para o uso de bloqueadores beta.

Doentes com problemas hepáticos ou renais devem ser bem analisados antes de se prescrever o uso de bloqueadores beta, já que pode haver contraindicações absolutas. O uso de bloqueadores beta somente pode ser prescrito dependendo da via de excreção.

Durante a gravidez, o uso de bloqueadores beta deve ser discutido com o médico, já que não há estudos suficientes para sua aplicação nessa situação.

Desde que usados de forma correta, os bloqueadores beta são uma classe de medicamentos muito eficazes. A prescrição médica deve ser seguida corretamente, podendo reduzir os efeitos secundários e otimizar os efeitos positivos.


Fontes:

Publicado em 22 de Maio de 2017.

Seleccione
Medicamento
Preencha o formulário
O médico emite a sua prescrição
Entrega em 24h