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HPV - Vírus do Papiloma Humano

O vírus do papiloma humano (HPV) é um grupo de mais de 150 vírus aos quais é atribuído um número que os classifica por tipo. O HPV é conhecido por ser responsável pelo aparecimento de verrugas genitais, porém pode também causar cancro, especialmente a nível cervical. Cerca de 40 dos 150 tipos de HPV podem ser transmitidos durante o contacto sexual ou pelo contacto com a pele da área genital afectada.

Estima-se que mais de metade das pessoas sexualmente activas venham a ser infectadas por um ou mais tipos de HPV a determinado ponto das suas vidas. Os tipos de HPV sexualmente transmissíveis podem classificar-se em duas categorias:

O que é HPV?

O HPV é um vírus também conhecido como papilomavírus humano que atinge a pele e as mucosas de nosso organismo, podendo provocar diversas lesões, como verrugas, lesões precursoras de cancro (como acontece em alguns casos de cancro do colo do útero, cancro de garanta ou cancro de ânus).

desenvolvimento do HPV

Cada tipo de HPV pode provocar verrugas em diferentes partes do corpo humano, atingindo principalmente as áreas genitais, tanto internas quanto externas, gerando sérios problemas para o portador.

O HPV é um tipo de vírus transmitido diretamente através do contato, de pele com pele, sendo considerado, em razão disso,uma doença sexualmente transmissível. No primeiro contato sexual, pelo menos uma em cada dez adolescentes do sexo feminino chega a entrar em contato com o vírus.

Com o tempo, entre 80 e 90% da população já manteve contato com o HPV pelo menos uma vez na vida, mesmo não desenvolvendo qualquer tipo de lesão.

É importante destacar que mais de 90% das pessoas conseguem eliminar o vírus HPV do organismo de forma natural, sem apresentar manifestações clínicas.

Tipos de HPV

Existem mais de 200 tipos de HPV e, dentre eles, pelo menos 150 já foram identificados e sequenciados geneticamente.

Alguns tipos de HPV têm sido associados ao câncer dos órgãos genitais, seja em homens ou mulheres. Esses tipos de HPV são considerados de alto risco, uma vez que podem provocar lesões mais sérias.

São cepas de vírus que podem provocar mudanças de baixo grau e de alto grau nas células cervicais, gerando condições pré-cancerígenas. Uma das grandes preocupações da medicina é que os vírus podem sofrer evolução de forma rápida, podendo gerar problemas mais graves.

Os tipos de HPV de alto risco são os de cepa 16, 18, 31, 35, 39, 45, 51, 52 e 58.

Entre os tipos conhecidos de HPV, 14 deles podem causar lesões precursoras de câncer, enquanto outros são bastante comuns, sendo considerados quase como o vírus da gripe.

Os tipos 31, 33 e 45 são aqueles que podem provocar câncer, enquanto que os tipos 6 e 11 provocam verrugas genitais.

HPV de baixo risco

O tipo do HPV pode ser detectado através de dois tipos de exames: o teste genético PCR e o teste de captura híbrida. Esses testes podem fornecer ao médico informações como sua cepa, a carga viral ou analisar se é um HPV oncogênico ou não, ou seja, se pode ou não evoluir para um câncer.

Quais as causas da infecção pelo HPV?

O vírus HPV pode ser transmitido por qualquer pessoa, no contato com a pele, através das relações sexuais, podendo ser transmitido mesmo quando a pessoa infectada não manifesta os sintomas.

Com relação aos sintomas, embora eles possam surgir após entre dois e oito meses da infecção, o vírus pode permanecer incubado, ou seja, presente no organismo, sem apresentar qualquer manifestação externa por até 20 anos. Assim, é praticamente impossível saber o momento exato em que uma pessoa foi infectada.

Como se trata de um vírus transmitido no contato direto de pele com ele, o HPV é considerado como uma doença sexualmente transmissível, mesmo porque a maior parte das contaminações ocorre através do contato sexual.

Contudo, diferente de outras doenças sexualmente transmissíveis, não é preciso haver troca de fluídos entre os parceiros para que ocorra a transmissão: basta o contato do pênis com a vagina, do pênis com o ânus ou da boca com os órgãos genitais para provocar a infecção.

Sintomas do HPV

O principal sintoma do HPV é o aparecimento de verrugas com pequena crista na área genital, tanto no homem quanto na mulher. Geralmente essas verrugas podem aparecer, além da região genital, também na boca, afetando a língua ou a garganta.

O período de incubação do HPV é de 3 a 4 meses, podendo, no entanto, demorar muito mais para se manifestar. O vírus pode estar presente no organismo mesmo sem o surgimento das verrugas e, em razão disso, muitas vezes o paciente só sabe que está infectado através de exame microscópico.

Homens Mulheres Ambos
No organismo feminino, as verrugas costumam se desenvolver na vulva, vagina, colo do útero. Na genitália masculina, o pénis é o local mais afetado e é comum o aparecimento do HPV. Em ambos os sexos, o ânus, garganta, boca, pés e mãos são locais em que o vírus do HPV costuma se manifestar.

Sempre que uma pessoa do casal estiver infectada, é necessário fazer exames também no parceiro.

A infecção por HPV pode ser combatida pelo sistema imunitário antes que apresente sintomas. Porém, no caso de se desenvolverem sintomas estes incluem normalmente:

  • Verrugas genitais: Podem apresentar-se como protuberâncias planas ou em forma de couve-flor, localizadas frequentemente na vulva das mulheres ou no pénis e escroto dos homens. Podem também localizar-se no ânus e ser acompanhadas por dor, desconforto e comichão.
  • Verrugas comuns: Caracterizam-se por protuberâncias nas mãos, pés ou cotovelos, podendo causar incómodo devido à sua aparência. Podem também tornar-se dolorosas e sangrar.
  • Verrugas plantares:Desenvolvem-se nas plantas dos pés, na zona do calcanhar, onde é feita maior pressão ao andar. Este tipo de verrugas pode ser desconfortável e causar dor.
  • Verrugas planas: Apresentam-se como protuberâncias planas com cor mais escura do que a restante pele, normalmente na área do pescoço ou cara. São mais comuns em crianças, adolescentes e adultos jovens.

Alguns tipos de HPV estão relacionados com o cancro, incluindo o cancro cervical, o cancro da vulva, ânus ou pénis. As estirpes responsáveis pelo desenvolvimento de cancro não causam verrugas pelo que é comum a infecção passar despercebida. Alguns HPV com risco oncogénico não apresentam sintomas e não causam cancro, sendo eliminados naturalmente pelo corpo dentro de 1 a 2 anos. Noutros casos, a infecção por HPV pode persistir por vários anos e levar a anomalias citológicas que quando deixadas por tratar podem evoluir para cancro.

Recentemente, as infecções por HPV-16 têm sido relacionadas com o cancro da orofaringe. Este tipo de cancro, mais comum em homens, estima-se que terá mais incidência do que o cancro cervical no futuro.

HPV nas mulheres

Todas as mulheres se devem submeter frequentemente a exames citológicos para detectar qualquer alteração celular a nível cervical. O exame citológico usado na detecção do HPV é o exame papanicolau, que consiste na colheita de células do colo do útero para posterior análise em laboratório.

O cancro do colo do útero ou cervical pode ser prevenido se as lesões pré-cancerosas forem detectadas e tratadas antes do cancro se desenvolver.

HPV nos homens

O HPV não é apenas responsável pelo cancro nas mulheres, podendo também causar cancro do pénis e do ânus nos homens. O risco de cancro anal é 17 vezes superior em homens homossexuais sexualmente activos e em homens infectados com VIH. Tal como nas mulheres, o HPV de alto risco raramente apresenta sintomas, sendo que os primeiros sintomas causados pelas estirpes de baixo risco são as verrugas genitais.

Ao contrário das mulheres, não existe nenhum exame de diagnóstico de rotina para verificar a presença de HPV, embora aos homens com factores de risco associados, possa ser sugerido o exame papanicolau para recolher células do ânus. As verrugas, quando presentes, são facilmente identificáveis visualmente pelo médico.

Em ambos os sexos, o HPV pode também se manifestar através de sintomas na boca, surgindo verrugas de tamanhos variáveis nos lábios, nas bochechas ou na língua. Nessa região, o HPV pode se manifestar quando a pessoa pratica sexo oral.

Fatores de risco para o HPV

A partir do momento em que uma pessoa tem vida sexual ativa, ela corre o risco de entrar em contato com algum tipo de HPV. Contudo, existem alguns fatores que podem aumentar a possibilidade de ter esse contato, como nos casos seguintes:

  • Fazer sexo sem o uso de preservativos;
  • Começar a vida sexual em idade menor, ou seja, precoce;
  • Manter múltiplos parceiros para relações sexuais;
  • Não fazer exames de forma rotineira;
  • Estar passando por imunodepressão (queda do sistema imunológico) na época da relação sexual com pessoa já infectada;
  • Já estar infectada com outro tipo de doença sexualmente transmissível.

Também existem alguns fatores de risco para o câncer associado ao HPV, como as alterações da resposta imunológica de nosso organismo. Esses fatores são os seguintes:

  • Mulher com múltiplas gestações em curtos períodos de tempo;
  • Uso de contraceptivos orais de alta dose por tempo muito prolongado;
  • Hábito de fumar (efeitos da nicotina);
  • Estar infectado pelo HIV (valendo tanto para o homem quanto para a mulher);
  • Estar em tratamento com quimioterapia, radioterapia ou imunodepressores;
  • Estar infectado com doenças sexualmente transmissíveis, como herpes simples ou clamídia.

Sempre que estiver em situação de risco, o indivíduo deve manter mais cuidado na eventualidade de uma relação sexual, principalmente quando não conhece o parceiro mais a fundo.

Diagnóstico do HPV

O diagnóstico mais prático do HPV pode ser feito através de exame clínico visual. No entanto, em alguns casos, as verrugas podem ser muito pequenas, havendo a necessidade de exames como a colposcopia e a aplicação de ácido acético para determinar a presença das verrugas.

Na mulher, as lesões do colo do útero podem ser detectadas pelo teste de Papanicolau, com esfregaço cervical ou anal.

células

É importante observar que apenas uma pequena quantidade de pessoas infectadas com o HPV apresentam as verrugas visíveis, ou condilomas, e que a maior parte dos casos são os chamados subclínicos, ou seja, são assintomáticos, situação que dificulta o diagnóstico correto.

São a maioria os casos de pessoas que não apresentam qualquer sintoma ou lesão visível, mesmo estando infectadas pelo HIV. Nesses casos, é necessário fazer exames com a utilização de lentes ou equipamentos específicos, como a peniscopia, a colposcopia, a oroscopia, a anuscopia e a dermatoscopia.

A genitoscopia, atualmente, é o exame mais adequado, já que permite avaliar toda a região genital no homem e na mulher, já que a peniscopia é específica para o pênis e a colposcopia é específica para a vagina. A genitoscopia avalia a vagina, o colo uterino, a vulva, a uretra, o pênis, o escroto, o inguinal, abdominal, perineal, peranal e anal.

Tratamento e medicamentos indicados para o HPV

O HPV não tem tratamento, mas em cerca de 70% a 90% dos casos, é eliminado do organismo pelo sistema imunitário. Porém, estão disponíveis tratamentos para as verrugas genitais e para as lesões pré-cancerosas resultantes da infecção por este grupo de vírus.

As verrugas genitais podem ser tratadas com cremes ou loções de prescrição, cirurgia, criocirurgia, electrocirurgia e cirurgia a laser. As lesões pré-cancerosas podem ser tratadas com cateterização, criocirurgia e remoção electrocirúrgica.

Entre os tratamentos mais indicados para as verrugas genitais, estão:

Tratamento Administração Princípio Activo Duração Posologia Saiba mais
Condyline embalagem de Condyline
Solução líquida 0,5% Podofilotoxina 3 dias 2 vezes/dia Consulta
Wartec Embalagem de Wartec
Creme 0,15% Podofilotoxina 3 dias 2 vezes/dia Consulta
Aldara Embalagem de Aldara
Creme 5% Imiquimod Até desaparecimento 3x /semana Consulta

O tratamento contra o HPV deve ser feito com o uso de medicamentos ou, em casos mais graves, com cirurgia. O objetivo do tratamento não é eliminar o vírus, uma vez que não há qualquer medicamento capaz de extermina-lo do organismo.

Os medicamentos são direcionados para o controle dos sintomas e eliminação das lesões na pele provocadas pelo HPV. Esses tratamentos são importantes para eliminar lesões, prevenir o contágio e prevenir o desenvolvimento de cancro.

Os medicamentos que podem ser indicados para o tratamento do HPV servem tanto para eliminar as lesões quanto para fortalecer o sistema imunológico:

  • Podofilotoxina localiza os núcleos das células das verrugas, impedindo a sua multiplicação, estas células acabam por morrer e são substituídas por células saudáveis na superfície da pele. Elimina as verrugas genitais em 3 dias;
  • Imiquimod (Aldara), o creme não ataca directamente o vírus do HPV, mas mobiliza o seu sistema imunitário a lidar mais eficazmente contra as verrugas para que estas desapareçam. Aplicado 3 vezes por semana num período máximo de 16 semanas;
  • O Condyline 0,5% (podofilotoxina) é o primeiro tratamento aprovado para tratar as verrugas genitais causadas pelo vírus do papiloma humano, também conhecido por HPV, quer em homens quer em mulheres;
  • Resina de podofilina de 10 a 25%, aplicada uma vez por semana por um máximo de 4 semanas.
Wartec - Warticon Aldara
Wartec Aldara Imiquimod
Podofilotoxina (Warticon / Wartec) é um medicamento que é utilizado para tratar verrugas genitais e destina-se apenas para uso externo. Contém a substância activa podofilotoxina que impede o crescimento celular e mata o vírus, o que resulta no desaparecimento das verrugas de maneira eficaz. Imiquimod (Aldara) é um creme que deve ser aplicado como tratamento para verrugas genitais externas e perianais. É fácil de usar e seguro se as instruções forem seguidas. Se outros tratamentos forem inadequados, Aldara está disponível com prescrição totalmente subsidiada do seu médico através da aplicação de Autoridade Especial. Não é recomendado durante a gravidez.

A cirurgia é um tratamento indicado apenas quando as lesões são muito graves e quando o paciente tem tendência a sangramentos. As opções incluem a retirada das lesões com bisturi, eletrocoagulação, crioterapia ou laser.

Possíveis complicações do HPV

O que torna o HPV um sério problema de saúde pública é sua capacidade de provocar alguns tipos de câncer. A maior parte de pessoas com câncer de útero, de ânus, da vulva e do pênis ou vagina está relacionada à infecção pelo HPV. Além disso, o vírus também pode provocar o câncer na laringe, na boca, nos seis nasais e no esôfago.

O câncer de colo de útero, entre os diversos tipos citados, é o mais comum, motivo pelo qual é normal associar o câncer do colo de útero ao papilomavírus humano.

Embora o HPV precise de 10 a 20 anos para conseguir provocar alterações celulares que possam gerar um tumor maligno, é importante fazer exames de rastreio desse tipo de câncer através do Papanicolau, identificando a ocorrência de alterações que possam surgir anos antes do tumor maligno aparecer.

No tratamento também podem ocorrer algumas complicações em razão do método utilizado e se o tratamento não for corretamente aplicado, como na cauterização, que pode provocar cicatrizes hiperplásicas ou mesmo fimose, depois de uma cauterização de lesões extensas na área do prepúcio.

O tratamento com pomadas pode provocar dor, inflamação no local, queimaduras e toxicidade, enquanto que a crioterapia pode trazer edemas, dor e inflamação, que pode evoluir para ulceração grave.

Não se recomenda nunca a automedicação para os sintomas do HPV, já que podem provocar complicações mais sérias.

Prevenção do HPV

Como a transmissão do HPV se dá através do contato sexual, inclusive sexo oral, a melhor maneira de se prevenir contra a contaminação é através do uso de preservativos.

Nas mulheres infectadas com HPV e que apresentem lesões genitais ativas, o parto normal não é recomendado, já que o recém-nascido pode ser contaminado, podendo ter sérios problemas respiratórios ou de visão.

No caso de pessoas assintomáticas, principalmente mulheres, é necessário fazer de forma rotineira o exame Papanicolau, que consegue diagnosticar as alterações precoces do colo do útero.

Outra forma de prevenção do HPV é através de vacinas. O Brasil já possui dois tipos de vacinas disponíveis na rede pública de saúde, prevenindo contra os tipos de HPV 16 e 18, que estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo de útero, e contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas.

A vacina funciona no organismo estimulando anticorpos específicos para cada tipo de HPV e a proteção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo organismo, a presença dos anticorpos no local da infecção e sua persistência durante um período de tempo. As doses são ministradas com 1, 2 e 6 meses de intervalo.

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