Falar no Chat (+351) 308 804 997
(+55) 11 49 33 77 11
Equipa de suporte ao paciente: Seg. à Sex. das 09h às 18h
  • Serviço privado e confidencial Embalagem discreta e pagamento confidencial
  • Apenas medicamentos originais Medicamentos enviados da nossa farmácia registada no Reino Unido
  • Tudo incluído no preçoConsulta médica, prescrição e entrega em 24h
  • Entrega em 24 horas

Sintomas das Doenças sexualmente transmissíveis: Reconheça as DSTs e interprete os seus sinais

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) causam diversos sintomas. Contudo, é frequente que, numa fase inicial, muitos destes indícios sejam pouco específicos. Este facto deve ser analisado com cuidado e precaução, uma vez que pacientes que não são devidamente reconhecidos e tratados, podem vir a ter complicações graves decorrentes de DSTs não diagnosticadas. Além disso, há também o risco de propagação involuntária da doença.

Visão geral sobre as doenças sexualmente transmissíveis

Fazem parte da lista de DSTs, doenças sexualmente transmissíveis, doenças como: sífilis, gonorreia e cancróide (chamado também de cancro mole), vaginose bacteriana, clamídia, verrugas genitais (vírus do papiloma humano, HPV), herpes genital (virus herpes simplex - HSV), hepatite C e HIV.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima em 250 milhões o número de novos casos de DST por ano, em todo o mundo.

Epidemiologia

Depois de um aumento substancial das DSTs durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial. Alguns jovens que saíam para a guerra buscavam conforto de uma maneira que os colocasse em risco de adquirir DSTs.

A década de 1960 viu uma disponibilidade sem precedentes de "pílula" e aumento da promiscuidade, sem contracepção barreira. O slogan dos jovens era "fazer amor, não guerra" e o uso de drogas tornou-se mais prevalente. Havia uma expectativa irrealista de que os antibióticos poderiam curar todas as DSTs.

O advento da AIDS / SIDA foi um lembrete arrepiante da limitação de antibióticos e, enquanto a promiscuidade caiu, como indicado pela incidência de gonorréia, esta queda foi apenas temporária.

As pessoas mais jovens continuam a experimentar as taxas mais elevadas de DSTs. Entre os heterossexuais que frequentavam as clínicas GUM, 63% com clamídia, 55% com gonorréia, 52% com verrugas genitais e 42% com herpes genital tinham entre 15 e 24 anos.

Alguns dos aumentos nos diagnósticos de gonorréia e clamídia entre os jovens podem refletir o aumento da frequência de jovens em clínicas.

Entre 2013 e 2014, o diagnóstico de sífilis aumentou em 46%. 81% destes diagnósticos foram em homens que tiveram relações sexuais com homens.

Embora a prevalência e a incidência das DSTs bacterianas aparentemente tenham diminuído devido à gestão sindrômica expandida, mudanças no comportamento sexual e morte de populações de alto risco, a prevalência e incidência de DSTs virais parece ter aumentado na última década.

Estatísticas mundiais das DSTs

Mais de 340 milhões de novos casos de infecções transmitidas sexualmente por bactérias e protozoários ocorrem no mundo todo ano.

Infecções gonocócicas e clamídias não tratadas em mulheres resultam em doença inflamatória pélvica em até 40% dos casos. Um em cada quatro destes resultados impactam na infertilidade. Em todo o mundo, infecções maternas não tratadas são responsáveis por infecções oculares que levam à cegueira em até 4000 recém-nascidos a cada ano.

Novas vacinas contra a infecção pelo vírus do papiloma humano poderiam parar as mortes prematuras de cerca de 240 000 mulheres que possuem o cancro no colo do útero todos os anos em locais com poucos recursos.

Os dados e estatísticas das DSTs são coletados anualmente através do formulário de relatório conjunto da OMS e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Veja no mapa abaixo a prevalência por DSTs em cada região da Europa:

Prevalência das DSTs no mundo

Estatísticas em Portugal

Em Portugal, a prevenção de doenças como o HIV/SIDA ou as hepatites é a maior das preocupações relativamente às DSTs. Esta situação deve-se ao facto de Portugal ser o país da Europa Ocidental com as mais elevadas taxas de prevalência da infeção por VIH (0,6%). Até ao ano 2000, o número de registo de novos casos cresceu acentuadamente, atingindo 2800 diagnósticos nesse mesmo ano. Depois dessa data, ocorreu uma diminuição gradual, tendo estabilizado em cerca de 2000 novos casos por ano.

Estatísticas no Brasil

Segundo uma pesquisa do Ministério de Saúde do Brasil, um total de 6,6 milhões de homens e 3,7 milhões de mulheres no Brasil, cerca de 10,3 milhões de brasileiros, procuraram assistência médica por conta de doenças sexualmente transmissíveis (DST), tais como:

  • Sífilis
  • HPV
  • Gonorréia
  • Herpes genital
  • Segundo a pesquisa, homens têm 31,2% mais chance do que mulheres de apresentarem algum sinal ou sintoma de DST durante sua vida. Pessoas que tiveram relações sexuais com mais de 10 parceiros na vida têm 65% mais chance de ter alguma conexão aos DSTs.

  • A pesquisa também diz que o risco de infecção pelo vírus HIV é maior devido as complicações dessas doenças.
  • Segundo a diretora do Departamento de DST/Aids do ministério, Mariângela Simão, 70% de pacientes que procuram assistência médica por conta de DSTs não são orientados a fazer um teste de HIV. E dos pacientes que procuram o serviço de saúde para sífilis, apenas 24% são orientadas a fazer o teste.

DSTs em Sumário

Veja abaixo uma breve apresentação das principais características das DSTs, doenças sexualmente transmissíveis.

Doençadoenca Sintomassintomas Tratamentotratamento Parceirosparceiros
Doenças transmitidas sexualmente
Clamídia As mulheres muitas vezes não tem sintomas ou podem ter dor com relações sexuais, dor abdominal inferior, alterações no padrão de sangramento. Os homens podem não ter sintomas ou podem ter secreção aquosa ou grossa do pénis, dor ao urinar. Antibióticos. Os parceiros sexuais recentes precisam de tratamento. Não ter relações sexuais até 7 dias após o início do tratamento e até que os problemas sexuais tenham sido tratados.
Infecção das membranas mucosas que revestem os genitais, pode levar à doença inflamatória (PID) em mulheres e infertilidade em homens e mulheres.
Gonorréia As mulheres geralmente não tem sintomas, mas podem ter dor durante o sexo, corrimento vaginal, dor abdominal inferior. Os homens podem não ter sintomas ou quitação do pénis, descarga do ânus, dor nos testículos, dor ao urinar. Antibióticos. Os parceiros sexuais devem ser testados e tratados se positivos. Evite o sexo até sete dias após o término do tratamento. Preservativos fornecem certa protecção, mas não total.
Infecção bacteriana dos órgãos genitais, garganta ou ânus, pode levar à infertilidade particularmente em mulheres.
Sífilis Úlcera indolor (chancro) geralmente nos genitais; Glândulas inchadas, erupção cutânea, perda de cabelo. Antibióticos e exames de sangue para acompanhamento. Os parceiros sexuais devem ser testados e tratados se positivos. Os regulamentos de saúde atuais não aconselham sexo até que se esteja totalmente curado.
Infecção bacteriana que entra no corpo através de rupturas na pele ou forros da área genital; Com o tempo, pode substancialmente danificar os órgãos internos (coração, cérebro e medula espinhal).
Verrugas genitais Grumos carnudos ou planos sobre ou em torno dos órgãos genitais, ânus, virilha ou coxa. As verrugas visíveis podem ser tratadas, mas a infecção não pode ser curada. Discuta a vacinação com a sua clínica geral. Preservativos fornecem certa protecção, mas não total.
O papilomavírus humano (HPV) causa caroços carnudos ou planos - podem estar presentes mesmo que não visíveis
Herpes genital Bolhas dolorosas, pele avermelhada, pequenas feridas ou úlceras, sintomas gripais e, às vezes, secreção. Drogas anti-herpes e comprimidos para alívio da dor podem ser prescritos para tratar os sintomas, mas a infecção não pode ser curada. Alguns podem precisar de medicação para evitar novos surtos. Os parceiros podem ou não pegar herpes. Não tenha relações sexuais quando as feridas estiverem abertas e presentes. Preservativos fornecem certa protecção, mas não é completa.
Herpes simplex vírus provoca infecção da pele normalmente na boca e lábios (feridas frias) ou genitais.
Uretrite não específica (NSU) As mulheres geralmente não apresentam sintomas. Os homens tem descarga do pénis, dor ao urinar, mas às vezes não há sintomas. Antibióticos. Os parceiros precisam ser examinados e tratados.
Infecções que causam inflamação da uretra.
Tricomoníase As mulheres podem não ter sintomas, mas pode haver uma secreção vaginal amarelada e espumosa. Os homens geralmente não tem sintomas. Comprimidos antibióticos e / ou pessários vaginais. Tratar com antibióticos para evitar re-infecção. Não ter relações sexuais até 7 dias após o início do tratamento e até que os contatos sexuais tenham sido tratados.
Trichomonas vaginalis, um pequeno organismo parasita, causa irritação na vagina em mulheres e pode causar uma irritação dentro do pénis em homens.
Doenças que podem ser transmitidas sexualmente ou podem ser transmitidas de outras formas
Hepatite A Muitas vezes, sem sintomas, ou pode ter gripe leve - enjoo, ou vómitos, dor abdominal, urina escura e amarelecimento da pele e brancos dos olhos. Imunização para prevenção. Boa higiene e lavagem das mãos. Evite álcool e drogas. Alimente-se com uma dieta bem equilibrada de baixo teor de gordura. Imunização para prevenção e evitar práticas sexuais anais até a recuperação.
Infecção viral que afecta o fígado.
Hepatite B Pode não apresentar sintomas ou doença leve semelhante à gripe ou vómitos, dor abdominal, urina escura e amarelecimento da pele e brancura dos olhos. Descansar, exercitar e evitar o álcool, drogas e tabagismo. Alimente-se com uma dieta bem equilibrada de baixo teor de gordura. Verifique se qualquer medicamento prescrito ou não é seguro tomar. Use sempre um preservativo se o parceiro não estiver imunizado. A proteção é oferecida aos bebês no cronograma de imunização e para crianças menores de 16 anos. A imunização gratuita está disponível para os contatos domiciliares e sexuais.
Infecção viral que afeta o fígado.
Hepatite C Muitas vezes, sem sintomas, ou pode ter gripe leve - enjoo, ou vómitos, dor abdominal, urina escura e amarelecimento da pele e brancos dos olhos. Descansar, exercitar e evitar o álcool, drogas e tabagismo. Alimente-se com uma dieta bem equilibrada de baixo teor de gordura. Se possui mais do que um parceiro sexual ou utiliza agulha-partilhada, é necessário realizar exame de sangue.
Infecção viral que afeta o fígado.
HIV Geralmente sem sintomas óbvios por muitos anos. Nenhuma vacina ou cura disponível, embora algumas infecções secundárias possam ser tratadas ou prevenidas. Manter-se bem por mais tempo é possível com bons cuidados. As mulheres com HIV / AIDS / SIDA precisam de um esfregaço cervical anualmente. Pratique sexo seguro para prevenir a transmissão. Os parceiros devem pedir um teste de HIV.
O Vírus da Imunodeficiência Humana ataca os glóbulos brancos e causa danos ao sistema imunológico, de modo que pode ser difícil combater infecções.
Doença inflamatória pélvica (PID) Dor durante o sexo, dor no abdómen ou nas costas, períodos pesados, irregulares ou dolorosos, manchas, temperatura alta, sensação de estar doente; Às vezes sem sintomas. Antibióticos e repouso. Necessidade de verificar se há DST e ser tratada para evitar reinfecção. Não deve praticar sexo até o tratamento ser concluído e até que os contatos sexuais tenham sido tratados.
Uma infecção do útero e trompas de falópio que pode causar infertilidade.
Piolhos púbicos - caranguejos Comichão intensa na área púbica, pequenas nits (ovos) nos pélos pubianos. Shampoo especial, creme ou spray aplicado à área púbica. Lavar toda a roupa e roupa de cama. Tratar parceiros dos últimos 3 meses da mesma maneira ao mesmo tempo.
Pequenos piolhos que vivem nos pélos pubianos e causam irritação.
Sarna Prurido, pior à noite, e uma erupção no corpo. Loção especial, creme ou pomada. Lavar toda a roupa e roupa de cama. Tratar parceiros dos últimos 3 meses da mesma maneira ao mesmo tempo.
Ácaros pequenos que escavam na pele causam irritação.
Infecções que não são sexualmente transmissíveis, mas podem afetar a área genital
Tordo ou candidíase As mulheres tem prurido vaginal ou vulvar e uma secreção vaginal espessa e esbranquiçada. Os homens tem coceira e podem ter uma erupção vermelha na cabeça do pénis ou uma descarga sob o prepúcio. Cremes e pessários para tratamento local. Os comprimidos anti-fúngicos podem ser administrados em casos graves. Banhos de água salgada para os homens são geralmente eficazes. Precisa de tratamento se apresentar sintomas.
Irritação das mucosas de um organismo de levedura. Pode ocorrer dentro ou ao redor da vagina, e na ponta do pénis.
Cistite Sensação de ardor ao urinar, necessidade de urinar urgentemente e com mais frequência do que o habitual, turva, manchas de sangue ou urina malcheirosa, dor no abdômen ou nas costas. Antibióticos após o teste de urina se os sintomas duram mais do que um dia, beba bastante água, podem ser prescritos comprimidos para alívio da dor e utilização de álcalis.
As bactérias causam inflamação do revestimento da bexiga; Pode se espalhar para os rins e causar danos à função renal.
Vaginose bacteriana Corrimento vaginal com cheiro, branco, esverdeado ou acizentado. Comprimidos orais e / ou pessários vaginais.
Se o controle das bactérias normais em uma vagina saudável falhar, um supercrescimento de certas bactérias pode ocorrer. O equilíbrio ácido / alcalino é perturbado e resulta irritação.

Quais são os sintomas comuns das doenças sexualmente transmissíveis?

As doenças sexualmente transmissíveis podem manifestar-se de várias maneiras, sendo algumas delas assintomáticas.

No entanto, a ocorrência de qualquer um dos sintomas seguintes, deve constituir motivo para consultar um médico com a maior brevidade possível:

  • Dor abdominal,
  • Comichão ou ardor dos órgãos genitais durante a micção e/ou relações sexuais,
  • Descarga da uretra nos homens, alterações do corrimento vaginal em mulheres,
  • Distúrbios menstruais,
  • Alterações de pele ou mucosas, tais como verrugas, bolhas ou erupção cutânea (tais sintomas podem não dizer respeito apenas à área genital, mas podem estender-se a outras partes do próprio corpo).

Para as mulheres, o ideal, é que procurem, logo numa primeira visita, um ginecologista. No caso dos homens a escolha pode recair sobre um médico de família, um urologista ou um especialista em doenças de pele e venéreas.

Os sintomas da vaginose bacteriana

A vaginose bacteriana não é uma doença sexualmente transmissível em sentido estrito. Contudo, a sua ocorrência só pode ser favorecida pelo contato sexual. Normalmente a infecção acontece quando a flora vaginal natural não está equilibrada, o que propicia a colonização por bactérias anaeróbicas (não necessitam de oxigénio para se desenvolver), causadores da vaginose.

Os sintomas típicos desta doença, incluem o aumento do corrimento vaginal, alterações do seu cheiro e aparecimento de uma consistência espumosa, característica da existência de produtos metabólicos de certas bactérias. Raramente há vermelhidão, coceira ou dor na área genital.

Sintomas inflamatórios também não estão associados com a vaginose bacteriana. O risco de complicações (inflamação ascendente do trato urogenital) é baixo, quando a ocorrencia da infecção é fora da gravidez. O tratamento é efectuado com antibióticos e/ou introdução de bactérias de ácido láctico na vagina.

Os sintomas da infecção por clamídia

A clamídia é uma das doenças sexualmente transmissíveis bacterianas promovida por bactérias gram-negativas, que se "aninham" nas células da mucosa do trato urogenital e aí se multiplicam.

A clamídia é tratada com antibióticos. Se não ocorrer tratamento, as bactérias podem entrar no útero, nas trompas de Falópio e nos os ovários, podendo promover uma inflamação grave nesses locais. Nos homens, este tipo de infecção, quando está em estado avançado, pode causar inflamação dos testículos, próstata e do trato urinário. Se ocorrer infecção com clamídia em um de dois ou mais parceiros sexuais, todos devem ser informados e submetidos a tratamento.

Os sintomas de clamídia em mulheres

O primeiro sinal da infecção por clamídia, em mulheres, é muitas vezes uma inflamação das glândulas de Bartholin, na abertura vaginal ou colo do útero (cervicite). Este último manifesta-se através de manchas e sangramento, aumento da secreção vaginal e/ou dor durante a relação sexual. Esta infecção pode resultar em complicações (inflamação do útero, trompas de Falópio e/ou ovários) que se manifestam através do aparecimento de dor abdominal, mal-estar e febre.

Os sintomas de clamídia em homens

Nos homens, a infecção por clamídia começa a manifestar-se através do aparecimento de uretrite não especifíca (que, em geral, começa com uma secreção purulenta da uretra). Em casos raros, o epidídimo também pode ser afetado. Os sintomas típicos são: prurido e ardor na uretra, secreção muco-purulenta e dor no momento de urinar.

Quais são os sintomas do herpes genital?

Cerca de 80-90% de todos os casos de herpes genital são causadas pelo vírus HSV-2, transmitido, quase exclusivamente, por contato sexual.

A infecção inicial ocorre, frequentemente, sem sintomas. Os vírus irão permanecer no corpo durante a vida inteira. Em momentos em que o sistema imunitário está enfraquecido, podem ocorrer recaídas e o vírus manifesta-se. A infecção com o vírus HSV-1 (agente causador da herpes labial) na área genital, provoca sintomas idênticos.


Herpes Genital

Inicialmente, a herpes genital manifesta-se por formigamento, coceira e uma tensão desconfortável na área da pele afetada. Posteriormente, pode ocorrer vermelhidão e inchaço. Eventualmente, o prurido pode acentuar-se, com ocorrência de bolhas de herpes inflamadas, preenchidas com fluido infeccioso, que podem resultar em ferimentos abertos com formação de crosta, após um ou dois dias depois do seu aparecimento.

Outros sintomas de herpes genital incluem retenção de água (edema) nos tecidos, nódulo linfático inchaço na virilha, corrimento vaginal vítreo e, em alguns casos, sintomas gerais, tais como febre, dores de cabeça e dores musculares. Após duas a três semanas, a doença aguda é ultrapassada e os vírus entram em sua fase latente.

O vírus do herpes pode afetar toda a área genital, incluindo vulva, pénis, nádegas, região anal, coxa e até as membranas mucosas dos genitais. Normalmente, o período agudo do herpes é ultrapassado sem complicações. No entanto, uma infecção primária com vírus de herpes, assim como qualquer outra DST durante gravidez pode representar perigo para o bebê.

O tratamento do herpes genital é feito com antivirais tais como Famvir, Valtrex e Aciclovir.

Os sintomas das verrugas genitais / condiloma acuminado

As verrugas genitais (condiloma ou condilomas acuminados) pertencem, juntamente com a clamídia e herpes genital, ao conjunto de doenças sexualmente transmissíveis mais comuns.

As verrugas genitais são causadas por uma infecção com o vírus HPV. Existem diversos tipos de vírus HPV. Os HPV 6 e 11 são considerados vírus de baixo risco. Contudo, os tipos 16 e 18 são classificados como de alto risco e são considerados gatilhos significativos do cancro do colo do útero. Atualmente, já existe vacinação preventiva para o HPV.

As verrugas genitais podem ocorrer em toda a área genital e na região do ânus. Se os agentes patogénicos atingirem outras partes do corpo, existe probabilidade de ocorrer condiloma também nessas regiões.

Em mulheres, as verrugas crescem principalmente sobre os lábios, a vagina e o cérvix e, em casos mais raros, o orifício uretral também pode ser afetado.

Nos homens, as verrugas genitais formam-se principalmente sobre a glande, o prepúcio e o orifício da uretra. A infecção pode estar associada com prurido mas, normalmente, não provoca dor. As lesões visíveis, ocorrem apenas em alguns casos. Muitas vezes, as verrugas não são visíveis a olho nu, mesmo durante o exame médico.

Os condilomas podem ter tonalidades avermelhadas, cinza-branco, marrom e forma pontiaguda. Quando a sua ocorrência se verifica em número elevado e perto uns dos outros, os médicos designam-nos por camas de verrugas.

O tratamento das verrugas genitais normalmente é realizado com medicamentos como Wartec com o ingrediente activo Podofilotoxina, crioterapia (congelamento) ou remoção cirúrgica. No entanto, existe sempre um risco de recaída associado, qualquer que seja o tratamento.

Os sintomas típicos da gonorreia

A gonorreia é uma infecção causada por bactérias (gonococos), sendo uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns em todo o mundo.

O patógeno infecta as membranas mucosas do trato urogenital e, dependendo do tipo de práticas sexuais, pode afetar o reto, boca e garganta.

Estrutura da bactéria Neisseria gonorrhoeae

A doença pode ser travada de forma rápida e eficiente fazendo uso de antibióticos.

Quando é diagnosticada gonorreia, todos os parceiros sexuais do paciente, nos últimos 60 dias antes do início/diagnóstico da doença, devem ser tratados. O tratamento normalmente é feito com uma combinação de antibióticos (Pacote para gonorreia). Cerca de um quarto dos homens envolvidos e até a metade de todas as mulheres infectadas, desenvolvem sintomas não específicos de grau leve.

Os sintomas da gonorreia em mulheres

Nas mulheres, a gonorreia numa fase inicial, manifesta-se de forma leve e ligeira com pequenas alterações do corrimento vaginal, sendo que este tipo de sintoma é ignorado com frequencia.

Os sintomas clássicos consistem em uretrite com ardor e dor ao urinar e, especialmente, inflamação do colo do útero (cervicite).

Se a infecção alcançar as trompas de falópio, os pacientes podem sentir dor abdominal e febre. Se ocorrer infecção da glândula de Bartholin, é comum a paciente apresentar dor na área vaginal.

Os sintomas da gonorreia em homens

O primeiro sinal de gonorreia em homens é, geralmente, uma inflamação aguda da uretra, manifestada através de um corrimento amarelo-verde.

É também típico da doença as chamadas gotas "bonjour", que são gotas de secreção que ocorrem pela manhã antes da primeira micção. A micção pode ser extremamente dolorosa, homens descrevem a sensação como se tivessem quebrado vidro no seu trato urinário.

Quando não tratada, a infecção de gonorreia pode estender-se gradualmente a todo o trato urogenital, causando inchaço e dor testicular, bem como dor abdominal inferior.

A ocorrencia de dor no períneo e na área da bexiga, indica uma infecção da próstata. A inflamação infecciosa de testículos, epidídimo ou próstata constitui uma das complicações da doença, e está normalmente associada com febre e mal-estar.

Outros sintomas da gonorreia

A gonorreia também se pode manifestar através de pontos de inflamação na boca, garganta ou reto. Existe ainda a possibilidade de ocorrência de conjuntivite gonocócica.

Os sintomas da sífilis, hepatite C e VIH

Sífilis, Hepatite C e HIV são doenças sexualmente transmissíveis que exigem uma aprofundada análise médica, até que possa ser declarado o diagnóstico. A Hepatite C e HIV podem fazer sentir-se de forma aguda, apenas algumas semanas após a infecção. No entanto, os sintomas não são específicos e por isso nem sempre são percebidos (os primeiros sinais são semelhantes aos de uma infecção comum de gripe).

A hepatite C e HIV são doenças crónicas, mas podem ser controladas fazendo uso de medicamentos antivirais adequados. No caso da hepatite C, já existem preparações medicinais eficazes e são muitos os pacientes que têm boas hipóteses de recuperação.

Os sintomas de infecção aguda por HIV

Cerca de 70% de todas as pessoas infectadas com HIV sentem os primeiros sinais da doença no primeiro mês após a infecção. Estes primeiros sintomas incluem febre, inflamação da garganta e erupções na face e corpo com forma de manchas e nódulos avermelhados.

Os sintomas de sífilis

A sífilis é uma infecção bacteriana que é perceptível cerca de três semanas após a infecção. Os primeiros sintomas incluem pequenos tumores indolores de cor castanho-avermelhado na área genital ou boca, bem como inchaço e inflamação dos linfonodos. Algumas semanas mais tarde, os sinais gerais da doença estendem-se para todo o corpo e incluem febre, fadiga, perda de peso, dor nas articulações e sintomas na pele em grande escala.

Depois de algum tempo, a infecção entra em fase latente. Quando a sífilis não é tratada, podem ocorrer sérios danos ao sistema nervoso e em vários órgãos.

Esta infecção pode ser controlada por uso de antibióticos nas primeiras duas fases e também na fase latente.

Balanite/balanopostite

Balanite é a inflamação da mucosa que reveste a glande e pode ou não estar associada a uma infecção. Quando, para além da glande, a face interna do prepúcio também está inflamada, a doença recebe o nome de balanopostite.

A causa mais frequente desta(s) doença(s) é a presença de hábitos de higiene inadequados. Quando não é feita uma higienização conveniente da área, acumula-se no prepúcio uma secreção branca composta por óleos e gorduras e pela descamação de células mortas da pele, podendo esta secreção estar infectada por microrganismos (fungos, vírus e bactérias).

A utilização de substancias irritantes como sabonetes, cremes, pomadas, espermicidas ou outros medicamentos também podem promover o aparecimento de balanite/balanopostite.

Da mesma forma, algumas DTSs como gonorreia, herpes e sífilis podem estar associadas com o aparecimento da doença.

Em geral, o tratamento da balanite é simples. Contudo, em casos raros, podem ocorrer complicações como surgimento de fissuras e cicatrizes, dor, retracção da pele e problemas associados com irrigação do sangue na região. Em casos mais graves, pode ocorrer o desenvolvimento de uma fimose que pode exigir uma circuncisão.

Sintomas de balanite/balanopostite

Os principais sintomas da doença são

  • Dor,
  • Irritação e calor local
  • Prurido
  • Descamação da mucosa
  • Secreção purulenta
  • Cheiro desagradável
  • Glande avermelhada e lesões ulcerativas
  • Inchaço
  • Estreitamento do canal urinário
  • Intumescimento dos ganglios inguinais

Pode também ocorrer aderência da pele do prepúcio à glande, impedindo a retração da pele e a exposição da cabeça do pénis.

Inflamações repetidas e/ou crônicas podem predispor o paciente ao surgimento de lesões malignas na glande.

Diagnóstico das DSTs

A única maneira de identificar uma doença sexualmente transmissível é realizar um check-up de saúde sexual. Médicos lidam com problemas de saúde sexual diariamente, por isso não se sinta envergonhado de pedir ajuda.

Os exames de saúde sexual são fáceis de fazer. Na maioria dos casos, envolve apenas um teste de urina simples ou perguntas especificas para identificar os sintomas. Algumas infecções podem ser diagnosticadas no dia e tratadas imediatamente. Outros podem levar até uma semana.

Testes para DSTs

Para pessoas sem sintomas, os testes para DSTs dependem de quão sexualmente ativo o paciente é e se usa preservativos de forma consistente.

Recomenda-se que faça o teste:

  • Após qualquer contato sexual desprotegido com um parceiro sexual novo ou casual;
  • Após qualquer relação sexual desprotegida, se souber ou suspeitar que seu parceiro teve outros parceiros sexuais;
  • Após qualquer contacto sexual não desejado ou não consensual;
  • Após qualquer contato sexual desprotegido em países onde o HIV e outras DSTs são comuns;
  • Se o seu parceiro lhe disser que foram diagnosticados com uma infecção sexualmente transmissível;
  • Se mantém relações com múltiplos parceiros, é importante obter check-ups regulares para DSTs, incluindo HIV e sífilis - pelo menos três meses.

DST em jovens – Principais fatos

Adolescentes e adultos jovens têm um número desproporcional de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) em relação aos adultos. As doenças sexualmente transmissíveis podem resultar em graves consequências para a saúde, tanto para os jovens como para os seus filhos.

Adolescentes enfrentam obstáculos especiais na obtenção de diagnóstico e tratamento, mesmo quando eles apresentam sintomas. Eles são relutantes em procurar atendimento e / ou provedores de saúde são muitas vezes hesitantes em tratá-los. Uma vez que as DSTs aumentam a susceptibilidade de um indivíduo à infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), é extremamente importante que essas doenças sejam tratadas. Além disso, as DSTs podem causar infecção tubária e, portanto, infertilidade.

Riscos das DSTs em jovens
  • Os adolescentes representam uma grande proporção de infecções por clamídia em todo o mundo - pelo menos um terço. No Haiti e na Nigéria, este grupo etário é relatado para ter o mais alto nível de clamídia de detecção de cultura. Os níveis de prevalência podem ser tão altos quanto a metade de todas as mulheres jovens sexualmente ativas.
  • As taxas de gonorréia são frequentemente mais elevadas entre os adolescentes. Como acontece com outras DST curáveis, o Sul da Ásia e a África Subsaariana têm um número desproporcionado dessas infecções e os adolescentes constituem cerca de um terço de todos os casos.
  • A sífilis, em contraste com gonorréia e clamídia, é mais comum entre os adultos, mas continua a ser um problema importante para adolescentes em países em desenvolvimento.Na Nigéria rural, por exemplo, quase 3% dos adolescentes sexualmente ativos têm sífilis ativa.
  • As infecções tricomônicas são as DST mais curáveis em todo o mundo, representando mais da metade de todos os casos de DST tratáveis. Os adolescentes constituem uma proporção desproporcionada desses casos. Na Nigéria, quase um quarto dos adolescentes foram identificados com esta infecção.
  • A vaginose bacteriana é uma condição comum entre mulheres sexualmente ativas, embora sua prevalência entre adolescentes não seja especificamente conhecida.
  • Embora geralmente menos prevalente entre os adultos jovens, a infecção pelo vírus do herpes simplex afecta os adolescentes, levando frequentemente a ulcerações genitais.
  • Os adolescentes têm uma maior prevalência do vírus do papiloma humano genital (HPV) do que outros grupos etários. Um estudo americano mostrou que até metade das mulheres jovens sexualmente ativas têm evidências citológicas de infecção, embora haja menos evidências de verrugas genitais externas.
  • O vírus da hepatite B está muito difundido, especialmente na Ásia, e pode ter consequências graves para a saúde, tanto para os adolescentes como para os filhos.
  • Cerca de metade de todas as infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) ocorrem entre homens e mulheres com menos de 24 anos. Até 60% das novas infecções nos países em desenvolvimento ocorrem entre crianças de 15 a 24 anos.Duas vezes mais mulheres jovens do que os homens neste grupo etário são recém-infectadas. Na Tanzânia rural, as mulheres com idades entre 15 e 24 anos mostram a maior taxa de infecção pelo HIV.

Tratamento das doenças sexualmente transmissíveis

O primeiro passo para que se possa iniciar um tratamento efectivo é parar os hábitos que causaram o problema.

Dependendo do caso, o médico poderá prescrever cremes, pomadas ou antibióticos locais. Os fármacos utilizados incluem antifúngicos, antibióticos, corticosteróides de baixa potência e produtos que visem a formar uma película protetora sobre a pele.

Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos também por via oral.

Actualmente, existem tratamentos eficazes para várias DSTs.

Três DSTs bacterianas (clamídia, gonorréia e sífilis) e uma DST parasitária (tricomoníase) são geralmente curáveis com os regimes de dose única existentes e eficazes de antibióticos.

Para o herpes e o HIV, os medicamentos mais eficazes disponíveis são antivirais que podem modular o curso da doença, embora eles não podem curar a doença.

Para a hepatite B, moduladores do sistema imunológico (interferon) e medicamentos antivirais podem ajudar a combater o vírus e retardar o dano ao fígado.

A resistência das DSTs - em particular gonorréia – em relação aos antibióticos aumentou rapidamente nos últimos anos e com isso houve uma redução nas opções de tratamento. O surgimento da susceptibilidade diminuída da gonorréia à opção de tratamento de "última linha" (cefalosporinas orais e injetáveis) juntamente com a resistência antimicrobiana já demonstrada às penicilinas, sulfonamidas, tetraciclinas, quinolonas e macrólidos tornam a gonorréia um organismo multirresistente. A resistência antimicrobiana para outras DSTs, embora menos comum, também existe, tornando a prevenção e o tratamento imediato críticos.

Vacinas e outras intervenções biomédicas

Vacinas seguras e altamente eficazes estão disponíveis para 2 DSTs: hepatite B e HPV. Estas vacinas representaram grandes avanços na prevenção da DST. A vacina contra a hepatite B está incluída em programas de imunização infantil em 93% dos países e já evitou 1,3 milhões de mortes por doença hepática crônica e cancro.

Vacina contra o HPV está disponível como parte dos programas de vacinação de rotina em 65 países, a maioria deles de alta e média renda. A vacinação contra o HPV poderia prevenir a morte de mais de 4 milhões de mulheres na próxima década em países de baixa e média renda, onde a maioria dos casos de cancro cervical ocorrem, se a cobertura vacinal de 70% puder ser alcançada.

A investigação para desenvolver vacinas contra a herpes e o HIV está avançada, com várias vacinas candidatas no desenvolvimento clínico precoce. Pesquisas sobre vacinas contra clamídia, gonorréia, sífilis e tricomoníase estão em estágios iniciais de desenvolvimento.

Outras intervenções biomédicas para prevenir algumas ISTs incluem circuncisão masculina e microbicidas.

A circuncisão masculina reduz o risco de infecção por HIV adquirida heterossexualmente em homens em aproximadamente 60% e fornece certa proteção contra outras DSTs, como herpes e HPV.

O gel de tenofovir, quando utilizado como um microbicida vaginal, teve resultados mistos em termos da capacidade de prevenir a aquisição do HIV, mas mostrou alguma eficácia contra HSV-2.

Em todos os casos se, após tratamento, não forem observadas melhorias significativas após 7 dias de tratamento é aconselhável fazer novas análises.

É aconselhável que as parceiras sexuais dos pacientes também procurem um médico, pois podem apresentar sintomas e precisar de tratamento adequado.


Fontes:

  1. Consequências das DSTs, SAS, Serviço de Acção Social (2014). - URL: sas.utad.pt
  2. Doenças sexualmente transmissíveis , Governo Brasileiro (2015). - URL: dive.sc.gov.br
  3. STD symptom: Common STDs and Their symptoms . Mayo Foundation for Medical Education and Research. - URL: mayoclinic.org
  4. STI symptom . Bart's Health NHS Trust. - URL: bartshealth.nhs.uk
  5. MIAMED anvil library for doctors and medical students . Miamed GmbH.
  6. Moll: Duale Reihe Dermatology . 7th edition, editor Ingrid Moll; Georg Thieme Verlag KG, Stuttgart, 1989, 2010;P. 267-286

 

Publicado em 28 de Novembro de 2016
Seleccione
Medicamento
Preencha o formulário
O médico emite a sua prescrição
Entrega em 24h