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Cigarro electrónico

Cigarros electrónicos

O tabagismo é reconhecido há muitos anos como uma das maiores causas de morte passíveis de prevenção, e por isso inúmeras campanhas foram feitas e continuam a ser feitas no sentido de divulgar esta mensagem. Os maços de tabaco contêm frases alarmantes, e brevemente este alarmismo passará também para as imagens, de forma a chocar os utilizadores sobre as consequências do tabaco para a saúde.

Existem consultas no Serviço Nacional de Saúde especialmente vocacionadas para ajudar na cessação tabágica, e paralelamente surgiram diferentes produtos com a finalidade de a facilitar. A última novidade é o cigarro electrónico. Inventado em 2003 e comercializado pela primeira vez em 2007, este dispositivo é divulgado como uma preciosa ajuda saudável e barata contra o tabagismo.

Independentemente da oposição científica, moral ou ideológica desta alternativa ao cigarro, trata-se de uma tecnologia com um mercado em crescimento, e que não parece vir a desaparecer nos próximos anos.


O que é o cigarro electrónico?

O cigarro electrónico é o dispositivo mais famoso entre os sistemas eletrónicos dispensadores de nicotina. Foi desenhado para simular o ato de fumar, aquecendo uma solução aromatizada que na sua composição inclui nicotina (composto responsável pelo vício tabágico) e outros compostos.

Partes do cigarro electrónico

Como funciona o cigarro electrónico?

Este dispositivo é constituído por uma bateria, um sistema vaporizador, uma câmara de vaporização e um cartucho contendo a solução.

Esta solução é essencialmente constituída pela nicotina, mas também aromatizantes sintéticos e composto auxiliares, como o propilenoglicol, a glicerina, ou até uma mistura de ambos. A variedade na composição destas soluções é cada vez maior, e parece haver uma grande variação entre o conteúdo rotulado e as concentrações reais dos seus constituintes.

Foram já identificadas diversas substâncias nocivas em soluções para cigarros eletrónicos, como as nitrosaminas e alcalóides do tabaco, bem como metais, aldeídos, compostos orgânicos voláteis, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos e até medicamentos como o tadalafil, usado na disfunção erétil e o rimonabanto, usado no tratamento contra a obesidade e não autorizado em Portugal. Os metais encontrados nestas soluções incluem cádmio, níquel, chumbo, crómio e arsénio. Num dos casos analisados, os níveis de níquel eram cerca se 100 vezes superiores àqueles encontrados nos cigarros tradicionais.


Potencial para a cessação tabágica

Tal como qualquer inovação, o cigarro electrónico comporta riscos mais ou menos previsíveis. Este dispositivo tem o potencial de atrair não fumadores para o tabagismo, sobretudo adolescentes, por serem mais suscetíveis ao marketing associado a estes produtos, que para além de serem alegados como saudáveis são associados a um leque de sabores e possibilidades de personalização do dispositivo. É de frisar que a legislação atual não regula o acesso ao cigarro eletrónico a menores.

Também antigos fumadores podem encarar este produto como uma alternativa segura que os permita voltar a fumar.

Por outro lado, os dados relativos à eficácia do uso de cigarros eletrónicos para a cessação tabágica são muito controversos. Um estudo recente demonstra que a probabilidade de deixar de fumar com o cigarro eletrónico ou pensos de nicotina é aproximadamente igual.

Sabe-se também que muitos tabagistas aderem ao cigarro eletrónico com o intuito de deixar de fumar mas acabam por se converter definitivamente a estes dispositivos.


Potencial carcinogéneo

Um estudo comparou o aerossol emitido por 12 marcas de cigarros eletrónicos, com aquele que é emitido pelo cigarro. O fumo do cigarro electrónico continha menores níveis de compostos tóxicos do que o cigarro, o número de carcinogéneos podia ser entre 9 a 450 vezes menor.

Contudo, um estudo mais recente utilizando os novos dispositivos com baterias de elevada voltagem concluiu que estes cigarros eletrónicos poderiam expor os consumidores a níveis iguais ou até superiores de formaldeído, largamente reconhecido como carcinogéneo.


Controvérsia do cigarro electrónico

Um conjunto de profissionais de saúde, entre eles o antigo ministro da Saúde italiano e também oncologista Umberto Veronesi e Michel Kazatchkine, antigo diretor francês do fundo contra a SIDA defendem que os cigarros eletrónicos são menos nocivos do que os cigarros normais, e que é contra-produtivo proibir a sua publicidade e de outras alternativas ao tabagismo de baixo risco.

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia responde defendendo que os efeitos do cigarro electrónico na saúde não são ainda totalmente conhecidos, nem isso vai ser possíveis de conhecer tão cedo.

Por este motivo, é importante reter que por enquanto o cigarro electrónico não deve ser encarado como um método de cessação tabágica, não apresentando os mesmos benefícios que o método mais eficaz para deixar de fumar disponível atualmente, o Champix.

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